quinta-feira, 20 de abril de 2017

Variação Linguística
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Todas as línguas do mundo são sempre continuações históricas – gerações sucessivas de indivíduos legam a seus descendentes o domínio de uma língua particular. As mudanças temporais são parte da história das línguas. No plano sincrônico, as variações observadas na língua são relacionáveis a fatores diversos: dentro de uma mesma comunidade de fala, pessoas de diferentes origens, idades e sexos falam distintamente.
Não há casualidade entre o fato de nascer em uma determinada região, ser de uma classe social e falar de certa maneira.
Em qualquer comunidade de fala podemos observar a coexistência de um conjunto de variedades linguísticas. Na realidade objetiva da vida social, há sempre uma ordenação valorativa das variedades linguísticas em uso, que reflete a hierarquia dos grupos sociais.
Tradicionalmente, o melhor modo de falar e as regras do bom uso correspondem aos hábitos dos linguísticos dos grupos socialmente dominantes. Na tradição ocidental – a variedade padrão.
Variedade padrão – representa o ideal de homogeneidade em meio à realidade concreta da variação linguística - algo que por estar acima do corpo social, representa o conjunto de suas diversidades e contradições.
            Toda língua é adequada à comunidade que a utiliza, sendo um sistema completo que permite a um povo exprimir o mundo físico e simbólico em que vive. É absolutamente impróprio dizer que há línguas pobres em vocabulário. Não existem também sistemas gramaticais imperfeitos.
            As diferenças linguísticas observáveis nas comunidades em geral são vistas como um dado inerente ao fenômeno linguístico. Porém, há outros “(des)entendimentos” sobre o fenômeno da variação linguística que deram origem ao que ficou conhecido como preconceito linguístico.

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