Variação Linguística
Todas
as línguas do mundo são sempre continuações históricas – gerações sucessivas de
indivíduos legam a seus descendentes o domínio de uma língua particular. As
mudanças temporais são parte da história das línguas. No plano sincrônico, as
variações observadas na língua são relacionáveis a fatores diversos: dentro de
uma mesma comunidade de fala, pessoas de diferentes origens, idades e
sexos falam distintamente.
Não há casualidade entre o fato de nascer em uma
determinada região, ser de uma classe social e falar de certa maneira.
Em
qualquer comunidade de fala podemos observar a coexistência de um conjunto de
variedades linguísticas. Na realidade objetiva da vida social, há sempre uma
ordenação valorativa das variedades linguísticas em uso, que reflete a hierarquia
dos grupos sociais.
Tradicionalmente,
o melhor modo de falar e as regras do bom uso correspondem aos hábitos dos
linguísticos dos grupos socialmente dominantes. Na tradição ocidental – a
variedade padrão.
Variedade
padrão – representa o ideal de homogeneidade em meio à realidade
concreta da variação linguística - algo que por estar acima do corpo social,
representa o conjunto de suas diversidades e contradições.
Toda
língua é adequada à comunidade que a utiliza, sendo um sistema completo que
permite a um povo exprimir o mundo físico e simbólico em que vive. É
absolutamente impróprio dizer que há línguas pobres em vocabulário. Não existem
também sistemas gramaticais imperfeitos.
As diferenças linguísticas
observáveis nas comunidades em geral são vistas como um dado inerente ao
fenômeno linguístico. Porém, há outros “(des)entendimentos” sobre o fenômeno da
variação linguística que deram origem ao que ficou conhecido como preconceito
linguístico.
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